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Sistemas de Irrigação e Drenagem de Campos de Golfe



As gramíneas utilizadas nos campos de golfe são escolhidas em função de sua beleza e comodidade para o jogo. Porém, não são seres vivos adaptados aos ambientes onde estão construídos os campos de golfe e, por isso, necessitam de cuidados constantes. Um campo de golfe sem manutenção humana talvez não sobrevivesse por um ano, seja porque plantas mais adaptadas tomariam seu lugar, seja pelo fato de não conseguirem tirar da terra os nutrientes necessários e, principalmente, por não encontrarem a quantidade de água necessária.

A relação da água com o campo de golfe é essencial e complexa, e envolve dois projetos diferentes no planejamento do campo de golfe: o da drenagem que deve estar pronto antes de plantar a grama e, o da irrigação que será necessário a partir do momento que houver a grama. Um cuida do excesso de água e, o outro, da falta.




A Drenagem do Campo de Golfe


O principal objetivo de um sistema de drenagem é obter um escoamento rápido da água, conduzindo-a para fora da área do campo. A análise das condições climáticas (temperatura, índice pluviométrico, umidade do ar) e ambientais (relevo, inclinações, tipo de solo, disponibilidade de recursos hídricos, grama utilizada) será a base para a definição dos projetos de drenagem e irrigação do campo.

Regiões quentes e secas têm um índice natural de evaporação da água maior do que regiões frias e úmidas. A intensidade, a duração, a freqüência e a distribuição das chuvas ao longo do ano são itens que devem ser levado em considerações especiais no projeto de drenagem. A inclinação do solo, se por um lado facilita o escoamento da água, por outro, acumula água em determinados pontos. Regiões com poucos recursos hídricos tornam interessante canalizar a água escoada da chuva para cisternas, de onde serão reaproveitadas. O tipo da grama influenciará na permeabilidade do solo, pois a camada imediatamente abaixo dela pode variar de acordo com o formato e quantidade das raízes.

Um campo sem drenagem acabaria matando o gramado no primeiro alagamento causado por chuvas torrenciais. Além disso, um sistema de drenagem eficiente traz as seguintes vantagens ao campo:

- agiliza o escoamento da água, possibilitando jogos até em dias de chuvas;
- redução de áreas enlameadas após as chuvas;
- permite reaproveitamento da água pluvial, em locais carentes de recursos hídricos, escoando a
_água através de tubos condutores até cisternas;
- redução da erosão;
- redução de manutenção;
- aumenta a resistência do solo para trânsito dos veículos elétricos e equipamentos de manutenção,
_que ficariam impedidos de entrar enquanto o campo não secasse;
- retém a areia nos bunkers;
- preserva os nutrientes do solo;
- deixa o gramado mais estável e bonito;
- diminui a manutenção necessária no campo;

A drenagem natural, constituída pelo caimento do terreno e pela permeabilidade do solo, não é suficiente para manter um campo de golfe comercialmente viável (uso freqüente). Há, basicamente, dois sistemas artificiais de drenagem:

Colchão Drenante: conjunto de camadas formadas: pela grama e solo, até onde atingem as raízes; pelo geotêxtil (um tipo de tecido que pode funcionar como um filtro, permeável à água mas que impede a passagem de matéria orgânica e terra parar a próxima e última camada do Colchão Drenante ); e por fim, uma camada mais espessa de matéria porosa ou granulada, como areia e/ou brita.

Trincheiras Drenantes: sistemas de drenos, constituídos por tubos perfurados em sua parte superior ou por canaletas subterrâneas feitas de material geotêxtil, que recebem a água e a canalizam para fora do campo.

A opção de um sistema misto formado pelo Colchão e Trincheiras Drenantes permite a redução da espessura do Colchão Drenante e é indicado para locais de chuvas intensas e duradouras.

Os sistemas de drenagem acima utilizam diferentes tipos de materiais, cada um com funções específicas. Há os materiais filtrantes (areia, brita, mantas geotêxteis) que impedem a passagem de matérias sólidas para camadas inferiores; há os materiais drenantes (pedrisco, argila expandida, mantas geotêxteis não tecido) que recebem a água filtrada e levam para dentro dos condutores; materiais condutores (tubos plásticos, cerâmicos, concretos, manta geotêxtil) com função de conduzir a água para fora da área do campo; matérias anticontaminantes (feltro asfáltico, papel Kraft, manta geotêxtil) com função de impedir que partículas sólidas obstruam a passagem de água para os condutores; materiais selantes, pouco permeáveis e com a função de impedir excesso de água nos condutores, que não teriam condição de suportar vazão muito forte. Os materiais selantes, em algumas situações, podem ser usados por baixo dos condutores para que a maior parte da água da chuva seja obrigada a ir para aos condutores a fim de ser reutilizada, sendo encaminhada para cisternas.



Exemplo de um sistema de drenagem, fornecido pela empresa Plastfoor






Sistemas de Irrigação de Campos de Golfe



Um sistema de irrigação automático, com tecnologia de ponta e bem planejado, economiza até 70% do consumo de água em relação à irrigação manual. Se o sistema de irrigação for associado a um sistema de drenagem que reaproveita a água pluvial, essa economia pode ser ainda maior e viabilizar a construção de campos de golfe em locais áridos. A importância de um sistema de irrigação eficiente pode ser percebida se soubermos que o consumo de água necessário para manter o gramado varia de 4 a 10 litros/m² por dia (o que significa que um campo de golfe de 18 buracos consome em média 1,5 milhões de litros por dia).

O projeto de irrigação, após analisar as condições climáticas da região, a topografia do local (inclinações do terreno, tipo de solo, disponibilidade de recursos hídricos) e, as características específicas do campo (tamanho, tipos de grama, sombreamento, paisagismo adjacente, ação de ventos predominantes) será desenvolvido segundo um dos três processos abaixo:

- Manual: consiste na instalação de válvulas para acoplamento de mangueiras, nas adjacências do campo, ocultas por um paisagismo, onde serão acopladas mangueiras para regar o solo ou posicionar manualmente um ou mais aspersores;

- Semiautomático: aspersores escamoteáveis, instalados previamente no campo, são acionados manualmente, de acordo com a necessidade que a equipe de manutenção julgar necessária;

- Automático: os aspersores escamoteáveis, instalados previamente no campo, são acionados eletronicamente. Há vários níveis de automação: os mais simples são apenas um timer programado para ligar e desligar em determinado horário, normalmente a noite e, os mais complexos, ligados a pequenas estações meteorológicas que analisam a umidade do solo (na verdade analisam a ocorrência de chuvas nas horas anteriores, através de sensores em recipientes instalados em diversos pontos do campo).

Os sistemas de irrigação automáticos e semiautomáticos dividem o campo de golfe em setores com acionamos independentemente, procedimento que economiza água ao hidratar apenas áreas onde há necessidade e conforme essa necessidade (varia em função do tipo de grama, diferentes nos Fairways e Greens, por exemplo).

Os principais componentes de um sistema de irrigação são:

- Reservatório: pode ser cisternas, lagos naturais ou artificiais;

- Bomba Elétrica: permite a água fluir com a vazão e pressão correta, do reservatório até o gramado, através da tubulação;

- Tubulação: normalmente em PVC ou polietileno, deve estar corretamente dimensionada para atender a vazão demandada e a extensão do campo de golfe. A velocidade máxima da água na tubulação deve ser inferior a dois metros por segundo para evitar vazamentos e/ou desgastes nas conexões, válvulas e aspersores;

- Válvulas Hidráulicas: são dispositivos mecânicos que permitem controlar os fluídos, interrompendo ou permitindo sua passagem, ou ainda, controlar o volume da passagem, dando maior ou menor pressão de água nos aspersores. Nos sistemas automatizados de irrigação, as válvulas são acionadas por solenóides elétricos e, nos sistemas manuais, são acionadas por registros. A divisão do campo de golfe em setores de irrigação é possível através da instalação de uma válvula para cada setor;

- Aspersores: é o equipamento final responsável por espalhar a água no gramado. A forma como ele espalha a água pode ser: gotejando, espirrando/spray (estático ou semiestático) ou girando (roteadores dinâmicos). Os gotejadores atendem pequenas áreas, como jardins residenciais; os do tipo spray atendem áreas médias (alcance de um a seis metros) como os Greens e; os roteadores atendem áreas grandes como os Fairways (alcance pode passar dos 30 metros). Os aspersores podem ser aparentes, levados manualmente até o ponto desejado do gramado ou, podem ser escamoteáveis (instalados no solo, elevando-se mecanicamente quando a água é acionada, sistema "pop up"). Os aspersores escamoteáveis são utilizados nos sistemas automáticos e semiautomáticos de irrigação e, possuem as vantagens de não prejudicar a estética do campo ou a passagem de pedestre ou veículos, permitindo ainda uma poda mais segura do gramado. Os aspersores devem ser distribuídos observando seu raio e ângulo de ação, de forma a garantir uniformidade da hidratação do gramado e evitar desperdícios ou inconvenientes atingindo áreas desnecessárias (com bunkers, lagos, muros, acessos pavimentados)

- Controlador Eletrônico: é o componente que automatiza a irrigação. O nível de tecnologia do controlador pode variar desde um simples temporizador até a possibilidade de conexão com pequenas estações meteorológicas espalhadas pelo campo, acionando automaticamente o sistema de irrigação conforme a necessidade de cada setor, dentro dos horários programados e de acordo com a capacidade do reservatório de água e da vazão da tubulação.



Sistema de irrigação desenvolvido pela Regatec


Um sistema automatizado de irrigação custa entre quinhentos mil a dois milhões de reais, segundo o engenheiro Danny Braz, diretor-geral da Regatec, empresa pioneira no país a desenvolver projetos de irrigação automáticos para campos de golfe, com clientes como Quinta da Baroneza, Lago Azul Golf Club, Iberostar Bahia e Terravista Golf Course. Danny lembra que a economia gerada por um sistema de irrigação eficiente não é apenas de água: "Uma coisa é você cortar uma folha verde e macia, outra é cortar uma folha seca e dura. O desgaste das lâminas é diretamente afetado pela qualidade da irrigação".